Cannabis e Transtorno do Espectro Autista (TEA)

O autismo é uma condição que afeta o desenvolvimento do cérebro e geralmente começa a ser percebida nos primeiros anos de vida, tornando-se mais evidente por volta dos 3 anos de idade. Cada pessoa com autismo é única e pode apresentar esses desafios de maneiras diferentes, variando de leve a mais acentuado.

Principais sintomas:

  • Dificuldade na interação social e na comunicação
  • Padrões de comportamento repetitivos (como balançar o corpo ou alinhar objetos)
  • Sensibilidade aumentada a sons, luzes ou texturas
  • Dificuldade em compreender expressões faciais e emoções
  • Preferência por rotinas e resistência a mudanças
  • Interesse intenso e específico por determinados assuntos

 

O uso do CBD ganhou destaque após relatos de pais sobre melhorias em sintomas comportamentais e emocionais. Inicialmente, a pesquisa focava em epilepsias refratárias, comuns em crianças com TEA. Com os bons resultados na redução de crises, cientistas passaram a estudar seus efeitos em ansiedade, agressividade e distúrbios do sono. Estudos iniciais, especialmente em Israel e Brasil, mostraram benefícios, impulsionando seu uso como terapia complementar.

Melhora de sintomas comportamentais e emocionais: Um estudo mostrou que o uso de canabidiol ajudou a reduzir vários sintomas em crianças com autismo (média de 11 anos de idade):

      • Hiperatividade: melhora de 68,4%.
      • Comportamento auto lesivo: melhora de 67,6%.
      • Distúrbios do sono: melhora de 71,4%.
      • Ansiedade: melhora de 47,1%

 

Qualidade de vida: Após usar canabidiol combinado com THC, 66,8% dos pacientes com autismo relataram boa qualidade de vida, comparado a apenas 31,3% antes do tratamento. O estudo foi realizado com crianças de 12 anos em média.

Impacto positivo geral: O uso de canabidiol no tratamento do autismo mostrou benefícios significativos, como redução da ansiedade, agressividade e inquietação. Esses avanços contribuem para uma melhor qualidade de vida e mais independência para os pacientes. Outro estudo também demonstrou impacto positivo de 95% na melhora da qualidade de vida dos cuidadores e da família.

Redução de comportamentos repetitivos: Um estudo com camundongos analisou os efeitos do uso prolongado de óleo de CBD e observou uma redução de mais de 70% no comportamento repetitivo de autolimpeza excessiva. Esse resultado sugere que o CBD pode ajudar a diminuir comportamentos repetitivos comuns no autismo.

Picacismo ou Síndrome de Pica: Consumo compulsivo de objetos não comestíveis. Em um estudo realizado com 20 pacientes com TEA tratados com óleo de CBD Full Spectrum, observou-se uma redução significativa e melhora da síndrome em 5 dos 6 pacientes que apresentavam esse comportamento.

Segurança e efeitos adversos: estudos demonstraram que o tratamento com CBD foi seguro, com efeitos colaterais leves, como sonolência (observada em 20% dos casos) e irritabilidade transitória durante o ajuste da dose.

Importância da dosagem individualizada: em um estudo com 20 pacientes, observou-se que a eficácia do tratamento depende do ajuste personalizado da dose, atendendo às necessidades específicas de cada paciente. A maioria dos pacientes precisou de ajustes progressivos na dosagem para alcançar os benefícios máximos com efeitos adversos mínimos.

 

Canabinoides mais utilizados no tratamento de TEA

O CBD tem sido amplamente utilizado devido às suas propriedades ansiolíticas, anti-inflamatórias e neuroprotetoras, ajudando a melhorar a comunicação, o sono e o comportamento social de indivíduos com TEA, sem causar efeitos adversos significativos.

O THC ajuda a reduzir comportamentos estereotipados e promover relaxamento, sendo frequentemente utilizado em combinação com o CBD. Juntos podem oferecer uma abordagem terapêutica promissora, especialmente em casos mais difíceis de manejar, sempre com acompanhamento médico rigoroso.

 

Novas Pesquisas e o Tratamento com Cannabis Medicinal

Apesar de diversos estudos já publicados, as pesquisas relacionadas ao tratamento com a Cannabis Medicinal no TEA ainda continuam, pois ainda há muitas perguntas a serem respondidas. É importante ressaltar que o tratamento com Cannabis não trata todos as condições clínicas, porém, com base nos estudos científicos, a terapia canabinoide é atualmente uma excelente alternativa para pacientes com TEA.

 

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